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USP-RP em movimento

Seguem as contribuições d@s companheir@s de Ribeirão Preto ao nosso debate de Movimento Estudantil:

Entendemos a necessidade de se garantir o debate pela Reforma Democrática da USP. Os documentos de colegiados mantidos em segredo somente aos seus membros é incoerente como prática de órgãos que decidem por toda a comunidade USP. O estatuto da USP mantem uma estrutura hierárquica arcáica que imobiliza a expressão dos estudantes, funcionários e da sociedade de fora dos muros da universidade. Listamos alguns pontos que devem ser incluídos em debate pelo Movimento Estudantil, cabíveis de serem acrescentados a outros mais: Leia o resto deste post

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A imagem da segurança

Reflexões desencadeadas pelo debate sobre a presença da PM no Campus.

O que causa insegurança?

Ruas desertas ou cheias de gente? Praças escuras ou bem iluminadas? Noites frias ou dias quentes?
Será que nos sentimos tão seguros em casa quanto na rua? Mesmo assim, deixamos de sair de casa por causa do medo? A insegurança de nossas ruas é um impeditivo quando pensamos em sair de casa? O que a mídia tem a dizer?

Até hoje viemos enfrentando essas adversidades diariamente. Sabemos dos riscos, a rua é perigosa, a casa não. E mesmo assim nós saímos de casa todos os dias para enfrentar os perigos das ruas desertas, das praças escuras e das noites frias. Se te disserem: “A partir de agora fique em casa! ”, tu acatarias sem pestanejar? E por que questionaria? Afinal, segurança é importante, não é? Leia o resto deste post

Posição do coletivo Universidade em Movimento sobre a ocupação da Reitoria

1- A ocupação da Reitoria da USP deve ser vista e julgada dentro de seu contexto. E o contexto é o de uma universidade onde não existe nenhuma democracia. A USP é a universidade mais antidemocrática do Brasil. Se os estudantes tivessem voz no Conselho Universitário, se essa instância fosse paritária, se o Reitor fosse eleito pelo voto direto da comunidade universitária, certamente não haveria ocupações, greves, paralisações, protestos. Errando ou acertando, o fato é que os estudantes lutam porque as decisões na USP são tomadas por um pequeno circulo de poder, que se comporta como se fosse proprietário da USP.

2- O atual Reitor, João Grandino Rodas, não foi eleito por ninguém. Sua legitimidade é tão nula que mesmo na pseudo-eleição para Reitor, em que 1% dos professores da USP vota, ele ficou em segundo lugar. Rodas é o Reitor de um voto só, imposto pelo Governador do Estado. E sua gestão é a mais autoritária dos últimos anos, de fazer inveja aos Reitores da Ditadura Militar. A verdade é que Rodas administra a USP como se estivesse administrando a sua fazenda. E a assinatura do convênio com a Polícia Militar foi apenas mais uma de muitas iniciativas que ele tomou de forma absolutamente unilateral e arbitrária. A ocupação da Reitoria é uma resposta de uma parcela do movimento estudantil a tanto abuso e a tanta arbitrariedade.

3- A presença da Polícia Militar no campus não resolve o problema da segurança dos usuários do campus. No dia em que o estudante Felipe foi assassinado, na FEA, havia uma ronda na USP. Há poucos dias, já com a presença ostensiva da PM no campus, o CA da ECA foi assaltado. O problema da segurança exige medidas que a Reitoria não enfrentou até agora, e sobre as quais sequer se pronunciou, como a total escuridão do campus, a enorme carência de pontos de ônibus e circulares, e a situação precária da Guarda Universitária. Desde que a PM foi autorizada a atuar de forma ostensiva no campus, a única coisa que mudou foram os constrangimentos e os abusos. Tornaram-se recorrentes os “enquadros”, sobretudo de trabalhadores terceirizados que moram na favela São Remo, mas também de estudantes e professores. Na véspera da revolta que houve no estacionamento da FFLCH, a PM fez uma “operação saturação”: constranger, abusar, humilhar, “impor a autoridade”. A revolta não foi pela defesa do direito de fumar maconha; foi na verdade uma explosão contra essa prática fascista. A reivindicação da ocupação é, portanto, mais do que justa – inclusive do ponto de vista da segurança no campus.

4- Apoiamos todas as formas de lutas que perseguem causas justas, e reconhecemos a ocupação como um instrumento legítimo de luta levado adiante por uma parcela do movimento estudantil. Sabemos que existem grupos sectários e inconsequentes que tentam instrumentalizar e manipular a ocupação para a sua autoconstrução, alimentando o sectarismo e a beligerância no interior do movimento. Mas sabemos também que, apesar de táticas e métodos que nem sempre contribuem para que obtenhamos apoio entre os estudantes e na sociedade, a maioria dos estudantes que estão na ocupação estão lá por acreditarem na justeza da causa pela qual lutam. São companheiros e companheiras que lutam de peito aberto, pela universidade pública. Justa é a sua luta. Injustos são os que os agridem.

5- O movimento estudantil encontra-se cindido. A assembléia que deliberou a desocupação da administração da FFLCH, e da qual se seguiu a ocupação da Reitoria, é um retrato disso. A cisão é fruto de um vazio político deixado sobretudo pelas entidades estudantis, que precisam fazer uma autocrítica e voltar a cumprir o papel de organizadoras do movimento, ao invés de instrumento de autoconstrução e propaganda dos grupos que as dirigem. Enquanto estiver cindido, o movimento acumulará derrotas. A força de nossos inimigos está no dinheiro, na mídia e no Estado; nossa força está no no número de pessoas que agregamos em torno das causas pelas quais lutamos, e em nossa coesão e unidade. O movimento estudantil precisa voltar a perseguir o APOIO DA MAIORIA dos estudantes para as causas pelas quais luta, caso contrário só acumulará derrotas. Ao mesmo tempo, o movimento precisa com urgência sair da lógica fratricida do denuncismo e da beligerância – o que não significa deixar de fazer a crítica e a autocrítica quando estas devem ser feitas -, e voltar a ter coesão e unidade. Mas para isso muitos dos grupos que atuam no movimento estudantil precisam deixar a vaidade em casa.

Alô, gente diferenciada, a luta é pela classe!

Segue a contribuição de um militante do Movimento Estudantil da USP para o debate de segurança no campus:
SEJAMOS REALISTAS. O massacre ideológico sofrido pelos estudantes da USP que enfrentaram a PM no último dia 27 não tem precedentes na história recente da universidade. Se o bombardeio da mídia, de representantes do governo e de setores conservadores da universidade já era aguardado, como de praxe, dessa vez a reação veio mais agressiva e alcançou até muitos daqueles que costumam ser simpáticos ao movimento estudantil. Leia o resto deste post

Resposta ao “chamado à unidade”

POR QUE A DIREITA SE FORTALECE NO MOVIMENTO ESTUDANTIL DA USP?

PORQUE EXISTE UM VAZIO POLÍTICO DEIXADO PELO DCE.

Recebemos com respeito o chamado feito pelos coletivos JuntosBarricadas, Domínio Público e A USP que queremos para uma “chapa de unidade” ao DCE da USP. E é com respeito que respondemos aos companheiros e companheiras, e ao conjunto do movimento estudantil da USP, nossa opinião. Esperamos que os companheiros/as encarem essa nota não como uma agressão, mas como uma crítica. Nosso objetivo é colocar na mesa nossas críticas de forma fraterna, no debate de ideias. Há muito é necessário haver no interior do ME da USP esse debate, que os acontecimentos recentes tornaram inadiáveis. Mais do que “chamados”, o momento exige duras (mas fraternas) críticas e autocríticas. É com esse espírito que escrevemos essa nota. Leia o resto deste post

Universidade & ME*

Estudar e debater nossa Universidade coloca-se como tarefa crucial se desejamos atuar no movimento estudantil de maneira propositiva e coerente. Em primeira instância, porque somente com um diagnóstico consistente da realidade podemos formular a movimentação necessária para entender como ela nos afeta e alterá-la. Em segundo lugar, pela necessidade de avaliação permanente e de reformulação criativa das práticas e métodos que utilizamos. Leia o resto deste post

Universidade e Educação – próximo debate

Nessa quinta, realizaremos mais um debate do ciclo Universidade em Movimento. Vamos discutir o papel da Universidade e nossa concepção de educação pública, debater o novo Plano Nacional de Educação e a a USP – reformulação de cursos, fechamento de vagas, expansão…

Venha debater conosco! dia 06/10, às 18h, na sala 104 das Ciências Sociais, Butantã*.

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*Aguarde a programação nos outros campi ou entre em contato através do twitter @uspemmovimento ou pelo email uspemmovimento(@)gmail.com.

E a USP? Abertura do ciclo de debates

Para dar início ao nosso ciclo de debates e colocar a Universidade em Movimento, realizaremos na próxima quinta-feira, 29/09, o debate E a USP? A Universidade e o Movimento Estudantil. Aguardamos todas e todos, às 18h no prédio das Ciências Sociais/Filosofia, Butantã (sala a confirmar).

Confira também o calendário por vir no campus Butantã*:

06/10 – Universidade e Educação
13/10 – As mulheres na Universidade
20/10 – Conjuntura Nacional e Internacional
27/10 – Perspectivas e possibilidades de atuação

Mantenha-se atualizada/o pela nossa página no facebook e siga-nos no twitter!

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*Aguarde a programação nos demais campi, ou entre em contato para mais informações.

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