Reunião Cocex – 15 de agosto

A reunião do Conselho Central de Cultura e Extensão do dia 15 de agosto não teve grandes novidades. Novamente, foi um espaço para referendar decisões que já haviam sido previamente tomadas. E novamente, os Representantes Discentes Bruno Zaidan, Anderson Reis Rosa e Jonathan da Silva não estavam presentes.

A Pró-Reitora fez um longo discurso, em que deu informes e elogiou várias iniciativas de sua gestão e da gestão Rodas. Disse que nosso querido reitor fez muito bem ao colocar para frente vários projetos de cultura que estavam parados – e nenhuma menção à Extensão. Parabenizou a Feira de Profissões, disse ter se surpreendido com a quantidade de visitantes, agradeceu a organização e, para fechar o tópico com chave de ouro, afirmou que essa era uma ótima forma de democratizar a universidade.

Depois, constatou a grande procura na Pró-reitoria de Cultura e Extensão, o que demonstra que há uma vontade represada muito grande para difusão científica, acervos, cultura – e nada da Extensão! São 50.000 alunos cadastrados no Aprender com Cultura e Extensão e, para mim, fica a necessidade de nós discutirmos o caráter desse programa, se é disputável (afinal, praticamente todos os projetos que chegam são aprovados) e ainda, se vale a pena tentar.

O quesito internacionalização da Universidade não poderia ter ficado de fora. Afinal, é mais fácil abrir a universidade elitista USP para outras universidades elitistas mundo afora do que abri-la para o povo. Claro, não sou contra nada que seja “estrangeiro”, é só que a questão aqui é outra. Assim, o Teatro da USP, o TUSP vai sediar a Bienal Internacional de Teatro e eu me questiono qual será o espaço para a cultura popular nesse evento.

Após algumas outras falas, uma professora da FAU discorreu longamente sobre o processo de restauração do Museu do Ipiranga devido a uma grande infiltração e eu me senti no Senado: uma pessoa falando, ninguém prestando atenção, e várias bancadas na parte do cafezinho discutindo qual será sua próxima tacada.

Durante essa fala, me veio muito forte a imagem do Núcleo de Consciência Negra. Como se sabe, a reitoria está promovendo uma política implícita de expulsão e silenciamento da pauta, ao colocar entulho e tapumes em volta do barracão, quebrar a calçada do entorno e abrir buracos no chão. Por que, junto com o Museu do Ipiranga, não reformam o Núcleo de Consciência Negra? A resposta para isso é longa e valeria outro texto…

Apesar de todos os empecilhos, começo a detectar aliados no CoCex e agora o trabalho é de estabelecer contatos e  articulação para que tenhamos uma participação mais qualificada. E talvez, tenha havido sim uma novidade. Após várias tentativas frustradas, consegui a palavra ao microfone e me apresentei como representante discente, me coloquei à disposição para os trabalhos do Conselho e demarquei terreno afirmando meu compromisso com a Extensão Popular, citando Paulo Freire. Acho que há muito ninguém lá ouvia falar em Paulo Freire.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: