Arquivo da categoria: Textos de apoio

Militarização e privatização

Publicado na seção “Tendências e Debates” da Folha de S. Paulo, nesta sexta-feira (18)

F. ALAMBERT, F. DE OLIVEIRA, J. GRESPAN, L. SECCO, L. MARTINS E M. SOARES

Com o atual reitor, notamos a aceleração da fratura social e política da USP; para haver paz e concórdia, precisamos caminhar para uma estatuinte

As razões da militarização do campus da USP transcendem os limites e dados recentes a partir dos quais tem sido discutida.
Por que não propor a mudança do teor ermo e rural do campus por sua urbanização efetiva, o aumento de cursos noturnos etc.?
Em vez disso, a reitoria traz coturnos, controles e revistas, rasantes de helicópteros, que rasgam o pensamento e a escuta (que atenção resiste à rotação das hélices?), e bombas; logo virão cães… Insiste em ações de respostas e sequelas imprevisíveis. Já se tem os vultos cauta e justamente encapuzados dos nossos estudantes contra a reitoria ditatorial e policialesca. Leia o resto deste post

Em cinco anos, PM de São Paulo mata mais que todas as polícias dos EUA

Do R7

Em cinco anos, PM de São Paulo mata mais que todas as polícias dos EUA juntas: Corporação paulista matou 6% mais que polícias americanas entre 2005 e 2009.

Relatório da Ouvidoria da Polícia de São Paulo aponta que mais de uma pessoa foi morta por dia em São Paulo por um policial militar entre 2005 a 2009

Com uma população quase oito vezes menor que a dos Estados Unidos, o Estado de São Paulo registrou 6,3% mais mortes cometidas por policiais militares do que todo os EUA em cinco anos, levando em conta todas as forças policiais daquele país. Dados divulgados pela SSP (Secretaria de Segurança Pública), e analisados pela Ouvidoria da Polícia, revelam que 2.045 pessoas foram mortas no Estado de São Paulo pela Polícia Militar em confronto – casos que foram registrados como resistência seguida de morte – entre 2005 e 2009.

Já o último relatório divulgado pelo FBI (polícia federal americana) aponta que todas as forças policiais dos EUA mataram em confronto 1.915 pessoas em todo o país no mesmo período. As mortes são classificadas como justifiable homicide (homicídio justificável) e definidas pelo “assassinato de um criminoso por um policial no cumprimento do dever”. Leia o resto deste post

Gilberto Maringoni: “Brasão da PM paulista é um tapa na cara do povo brasileiro”

Publicado em Vi o Mundo

Brasão da PM paulista celebra golpe militar e repressão a revoltas sociais

A mobilização dos estudantes da USP coloca em discussão o papel da Polícia Militar no trato das questões sociais. Valeria a pena estender a discussão até ao brasão da PM. Não é mero detalhe. Trata-se de uma exaltação da truculência contra a mobilização social. Na lista de feitos, entre outras coisas, há a exaltação a um golpe de Estado (1964) e louva-se a repressão a três mobilizações populares (Canudos, Revolta da Chibata, Greve de 1917). O artigo é de Gilberto Maringoni.

por Gilberto Maringoni, em Carta Maior, sugestão de ZePovinho e Gil Teixeira

Nesses dias em que se discute a presença ou não da Polícia Militar no campus da Universidade de São Paulo, por solicitação de seu reitor, João Grandino Rodas, vale a pena levantar uma lebre que poucos conhecem. Leia o resto deste post

Você Sabia …..

  • Que a USP tem 113.774 pessoas (servidores docentes + servidores não-docentes + servidores pesquisadores + discentes de graduação + discentes de pós-graduação + discentes de pós-doutorado + outros discentes)?
  • Que na USP existe uma Casta, chamada “Professor Titular” (ms-6) que é vitalício no cargo?
  • Que os “titulares” são quem define quem serão os próximos a entrar na casta?
  • Que os “titulares” ocupam mais de 70% dos cargos de decisão nos conselhos e órgãos colegiados?
  • Que são os “titulares” que ocupam as cadeiras de Diretoria, Reitoria, Pró-Reitorias, Chefes de Departamento e afins?
  • Que os titulares são 18,23% dos docentes da universidade?
  • Que os titulares são 0,94% das pessoas da universidade?

USP, um local no qual democracia só se vê em livros.

Fonte: https://sistemas.usp.br/anuario/info_demo.htm

quadros_universidade

quadros_universidade

A imagem da segurança

Reflexões desencadeadas pelo debate sobre a presença da PM no Campus.

O que causa insegurança?

Ruas desertas ou cheias de gente? Praças escuras ou bem iluminadas? Noites frias ou dias quentes?
Será que nos sentimos tão seguros em casa quanto na rua? Mesmo assim, deixamos de sair de casa por causa do medo? A insegurança de nossas ruas é um impeditivo quando pensamos em sair de casa? O que a mídia tem a dizer?

Até hoje viemos enfrentando essas adversidades diariamente. Sabemos dos riscos, a rua é perigosa, a casa não. E mesmo assim nós saímos de casa todos os dias para enfrentar os perigos das ruas desertas, das praças escuras e das noites frias. Se te disserem: “A partir de agora fique em casa! ”, tu acatarias sem pestanejar? E por que questionaria? Afinal, segurança é importante, não é? Leia o resto deste post

Alô, gente diferenciada, a luta é pela classe!

Segue a contribuição de um militante do Movimento Estudantil da USP para o debate de segurança no campus:
SEJAMOS REALISTAS. O massacre ideológico sofrido pelos estudantes da USP que enfrentaram a PM no último dia 27 não tem precedentes na história recente da universidade. Se o bombardeio da mídia, de representantes do governo e de setores conservadores da universidade já era aguardado, como de praxe, dessa vez a reação veio mais agressiva e alcançou até muitos daqueles que costumam ser simpáticos ao movimento estudantil. Leia o resto deste post

EM CRISE, ESTUDANTES SÓ SE ARTICULAM EM PAUTAS EFÊMERAS

Segue uma entrevista publicada em agosto de 2009 pelo jornal Brasil de Fato, como acúmulo para o debate de Movimento Estudantil. Lembrando que esta quinta, 29/09, às 18h, acontecerá o debate E a USP? A Universidade e o Movimento Estudantil (sala 104 das Ciências Sociais).

ENTREVISTA – Especialista do tema aborda conflitos históricos e políticos do movimento estudantil brasileiro

Eduardo Sales de Lima
da Redação

OCUPAÇÕES, GREVES, fragmentação política. Nos últimos anos, temas como esses pautaram os debates em torno do movimento estudantil brasileiro. Em entrevista, o sociólogo Carlos Menegozzo, do Centro Sérgio Buarque de Holanda da Fundação Perseu Abramo, afirma que o movimento estudantil enfrenta “uma crise prolongada, pontuada por ações de protesto tão explosivas quanto efêmeras”.
Mais. Ele comenta as novas perspectivas de organização da União Nacional dos Estudantes (UNE) diante da criação do Programa Universidade para Todos (Prouni). A reforma universitária, segundo ele, é um dos principais elementos para que a mobilização dentro do movimento estudantil atinja um número maior de pessoas. Leia o resto deste post

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