USP-RP em movimento

Seguem as contribuições d@s companheir@s de Ribeirão Preto ao nosso debate de Movimento Estudantil:

Entendemos a necessidade de se garantir o debate pela Reforma Democrática da USP. Os documentos de colegiados mantidos em segredo somente aos seus membros é incoerente como prática de órgãos que decidem por toda a comunidade USP. O estatuto da USP mantem uma estrutura hierárquica arcáica que imobiliza a expressão dos estudantes, funcionários e da sociedade de fora dos muros da universidade. Listamos alguns pontos que devem ser incluídos em debate pelo Movimento Estudantil, cabíveis de serem acrescentados a outros mais:

  • Representação de Estudantes, Funcionários e Sociedade, bem como participação aberta da comunidade USP na construção dos planos gestores;
  • Transparência administrativa de documentos e prestações de contas;
  • Abertura das reuniões de colegiados a todos os interessados em assistí-las;
  • Eleição direta de Diretores (as) e de Reitor (a);
  • Reforma hierárquica da composição do quadro docente;
  • Abertura da USP para a sociedade;
  • Reforma estatuinte da USP como tema do XI Congresso.

A Universidade distorce o conceito de Extensão Universitária, sendo muitas vezes a verba da extensão utilizada para propaganda e marketing da instituição. Entendemos que o conceito de extensão se refere à atuação da universidade com referência nas necessidades sociais da população. A extenção deve ser discutida e concebida com base na participação ativa de toda a comunidade USPiana, e não apenas em colegiados fechados e controlados pelo corpo docente.

Devemos debater os interesses envolvidos com o ensino e a pesquisa na USP, e até que ponto estes são embasados na necessidade social, ou nos interesses econômicos privados. O Debate deve avançar para além dos muros da universidade, colocando em xeque a existência de Fundações, OSs (Organizações Sociais) e outras instituições que privatizam aquilo que é (ou deveria ser) público, universal e gratuito.

Defendemos a criação de Centros de Vivência comuns para os estudantes em todos os campi, como um espaço físico e político, onde funcionem sub-sedes do DCE. Esses espaços contribuirão com a integração dos estudantes, fomentando o debate e construção política de suas pautas locais.

Defendemos a importância da realização de eventos culturais e esportivos entre os estudantes. Ambos promovem a integração estudantil, e consequentemente aproximam a base para discussão das pautas do ME. A Universidade deve investir em infra-estrutura e espaço físico para possibilitar a construção da cultura e do esporte.

Lutamos pela melhoria dos ítens de permanência e assistência estudantil, amenizando as dificuldades das divisões de classe dentro do segmento social dos estudantes, e garantindo condições de estudo a todos os estudantes. Dentre os ítens se encontram moradia, alimentação, transporte e saúde.

Entendemos que o ataque ao Reitor João Rodas representa uma luta política fundamental dentro da política da USP, todavia o ME deve ter cuidado para não tornar o ataque apenas personalista. O atual reitor representa um grupo político da sociedade, aliado ao atual governo estadual, e a retirada de sua pessoa não garante que se extingua o aparelhamento deste grupo dentro da USP. A Luta deve ser CONTRA a privataria e a desconstrução da universidade pública, bem como contra os grupos políticos que o pautam.

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Publicado em 06/11/2011, em Acúmulo, Nossos textos e marcado como , , , . Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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